terça-feira, 31 de maio de 2011

Borboletas fêmeas fecham as asas para evitar sexo, diz estudo.

Asas fechadas deixam fêmeas menos visíveis para os machos.



Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos. Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes - elas fecham suas asas.
Ao fechar suas asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada Ethology.
O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka, notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.
– Eu também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades.
Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.
Virgens
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas, então ele testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio.
Ele usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.
– Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas.
As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.
– Concluí então que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder.
No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, "mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis".
– O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual.



Comentário:

O dado analisado no texto acima é baseado em apenas observações, nada é comprovado científica-mente
O coordenador da pesquisa, faz testes e analisa as conclusões e as situações ocasionadas pela presença de uma borboleta macho perto das fêmeas que já copularam, e das que ainda não o fizeram. Assim, chegou em seu resultado. 

Criador de dieta popular processa rival que alertou sobre riscos à saúde.


Dieta de Pierre Dukan, baseada em proteínas, pode causar problemas de saúde, alega nutricionista.

Dois dos nutricionistas mais famosos da França estão se enfrentando na Justiça devido às alegações de um deles de que a dieta criada pelo rival pode ser prejudicial à saúde.
Pierre Dukan, autor de livros de sucesso como Dicionário de Dietética e Nutrição e Eu Não Consigo Emagrecer, está processando o nutricionista Jean-Michel Cohen por difamação.
Recentemente Cohen afirmou em uma entrevista que a dieta de Dukan, baseada no consumo de proteína e lançada em 2003, é uma 'fantasia' que representa graves riscos à saúde.
Mas Dukan afirma que estar acima do peso é um perigo ainda maior.

Comentário:

O nutricionista Cohen acusa Dukan de estar priorizando demais a estética, e esquecendo da saúde. Para isso, uma dieta em que o consumo se restringe a proteína é muito prejudicial, pois para Cohen, as pessoas necessitam de carboidratos, lipídios, etc. 

Radiação de telefones celulares pode causar câncer, diz braço da OMS.


Não há, no entanto, casos confirmados ligados ao uso do aparelho.
Anúncio foi feito a partir de análises de estudos científicos.


A radiação eletromagnética vinda de telefones celulares pode causar um tipo de câncer no cérebro, de acordo com anúncio feito nesta terça-feira (31), na França, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), um braço da Organização Mundial de Saúde (OMS). A agência, no entanto, ressaltou que, até agora, não foram registrados casos de problemas de saúde ligados ao uso do aparelho.
Segundo estimativas da agência, há mais de 5 bilhões de aparelhos celulares em operação no mundo.
O anúncio foi feito a partir da revisão de estudos médicos sobre o tema, feita por um grupo de 31 cientistas de 14 países. Os pesquisadores colocaram a radiação dos telefones móveis no mesmo nível de perigo que a emissão de gases vinda de automóveis, o chumbo e o clorofórmio, o "grupo 2-B", "possivelmente carcinogênico para humanos".
Os detalhes do levantamento serão publicados na edição de julho da revista médica "Lancet".
Em resumo: embora não haja até agora nenhum caso de câncer ligado ao uso de celulares, isso pode ocorrer no futuro, de acordo com a organização.
No ano passado, um estudo encomendado pela própria OMS não havia encontrado elos o bastante para justificar o risco aumentado para tumores entre usuários de telefones celulares.
Segundo a agência, não há estudos suficientes para garantir que a radiação de celulares é segura e há dados o bastante sobre os riscos para que os consumidores sejam alertados.
Conclusões
O grupo afirma que há evidências "limitadas" de aumento de risco para gliomas e neuromas -- o suficiente para a classificação no grupo 2-B, segundo o cientista Jonathan Samet, da Universidade do Sul da Califórnia, presidente do grupo de trabalho da Iarc.
"A conclusão é de que pode haver algum risco e portanto precisamos ficar atentos para um elo entre celulares e câncer", afirmou ele em nota.
Os cientistas não quantificaram o risco, mas Samet informou que um dos estudos analisados apresentou um risco aumentado de 40% para gliomas entre as pessoas que usavam celulares em média por 30 minutos por dia ao longo de 10 anos.
Outro ladoA GSMA, associação de operadoras de celular, comentou em nota o trabalho da Iarc. Segundo o texto, o relatório da Iarc diz que o perigo dos telefones celulares é "possível, mas não provável".
A associação diz que compreende a preocupação de alguns usuários, mas que os parâmetros de segurança atuais continuam válidos. A nota afirma ainda que os resultados divulgados pela Iarc não podem ser tratados como definitivos e requerem mais pesquisas.




Comentário:


No texto, os pesquisadores apenas comentam a notícia como forma de alerta ao uso contínuo e direto do celular. Não existe nada comprovado ainda, e nem existem certezas sobre o grau de radiação que o celular pode ter, porém, ele pode existir. 
Por isso, é importante ficar atento ao tempo que se é usado o celular. Embora não seja provável, pode acontecer. Mas isso, à longo prazo. 

Técnicas de Biologia Molecular auxiliam melhoramento de trigo.

Um projeto de pesquisa que está sendo desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia da Embrapa Trigo (empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA) poderá auxiliar na seleção dos melhores genótipos de trigo que servirão para a criação de novas cultivares. Os trabalhos desenvolvidos têm a finalidade de estudar a variabilidade genética dessa espécie, de forma a assessorar os melhoristas junto aos seus programas de melhoramento. O estudo é desenvolvido pela acadêmica Paula Radaelli, do curso de Ciências Biológicas (9º nível) da Universidade de Passo Fundo (UPF).


Nos últimos anos, com as descobertas na área da Biologia Molecular, novas técnicas surgiram baseadas na análise de DNA, entre elas os marcadores moleculares, que vêm sendo usados nas análises genômica de muitas espécies cultivadas. A importância estaria na criação de novas cultivares de maneira mais precisa, principalmente porque algumas análises podem ser feitas diretamente a partir do DNA, não havendo influência das condições ambientais.

De acordo com os participantes do projeto, o reconhecimento dessa variabilidade genética através das técnicas de marcadores moleculares poderá auxiliar nos programas de melhoramento de trigo, uma vez que este cereal representa a principal fonte de energia na dieta da população
humana, constituindo cerca de 35% do total de calorias consumidas, destaca a orientadora do projeto, a pesquisadora da Embrapa Trigo Sandra, Patussi Brammer.


Comentário:


O texto acima explica o uso de Técnicas de Biologia Molecular no melhoramento do trigo. O estudo se baseia na análise do DNA, e usa de técnicas como os marcadores moleculares. A pesquisa se dá como importante, pois o trigo dá origem ao cereal que representa uma grande fonte de energia para as pessoas. 

Investigação alemã isenta pepino espanhol de culpa por surto de infecções.

Autoridades alemãs disseram que o atual surto da bactériaE-coli, que já deixou 16 mortos, não foi causado por pepinos contaminados originários da Espanha, como havia sido relatado inicialmente.
A ministra da Saúde da cidade alemã de Hamburgo, Cornelia Pruefer-Storcks, disse que a bactéria encontrada nos pepinos importados era de um tipo diferente da que foi encontrada em amostras de fezes das pessoas doentes.
Enquanto continuam tentando identificar a origem do surto, autoridades alemãs sustentam que os pepinos espanhóis não causaram as infecções, mas devem ser monitorados mesmo assim.
Já a Espanha criticou fortemente a Alemanha pelas alegações iniciais, que estariam causando aos agricultores espanhóis perdas semanais de mais de US$ 200 milhões por restrições a exportações impostas por diversos países europeus.
O presidente da federação de exportadores de frutas e vegetais da Espanha, Jorge Brotons, disse que há um “efeito dominó”: quase toda a Europa teria parado de comprar os produtos espanhóis.
A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, disse que as evidências até o momento mostram que “nossos pepinos não são responsáveis pela situação” e que as acusações iniciais foram feitas sem provas.
Ela também declarou que o país pode recorrer à Justiça para pedir indenização pelos danos.
‘Tememos que vai piorar’
Até a tarde desta terça, o surto de E-coli havia deixado 16 mortos – 15 na Alemanha e uma na Suécia, de uma mulher que havia estado em território alemão – e várias centenas de infectados.
A bactéria provoca infecção gastrointestinal com diarreia e vômitos. Em muitos casos, deriva em problemas renais e pode levar à morte.
“Esperamos que o número de casos caia, mas tememos que vai piorar”, afirmou Oliver Grieve, do Centro Médico Universitário Scleswig-Holstein, onde a maioria das vítimas alemãs estão sendo tratadas.
Na Suécia, as autoridades dizem que há 39 casos suspeitos de contaminação por E.coli, todos ligados a pessoas que viajaram ao norte de Alemanha.
Outros casos também foram relatados na Suíça, na Dinamarca, na Holanda e na Grã-Bretanha.
A origem das infecções permanece “não-identificada”, disse Pruefer-Storcks. “Nossa esperança de descobrir a fonte (da bactéria) dos casos com complicações severas infelizmente não foi cumprida com estes resultados iniciais (das investigações).”
Mas ela defendeu a reação inicial de atribuir a culpa aos pepinos espanhóis. “Teria sido irresponsável, com tantas pessoas doentes, não falar sobre uma suspeita fundamentada. Proteger a vida das pessoas é mais importante do que interesses econômicos.”
Até o momento, as autoridades alemãs orientam que as pessoas evitem comer pepinos, tomate e alface crus.


Comentário:

A espanha teve seu comércio prejudicado pelas alegações alemãs de que a origem dos surtos e dos mortos por infecção bactericida foram causados pela bactéria encontrada no pepino espanhol. Porém, através de uma análise foi visto que esta bactéria se difere da bactéria causadora do caso.